a primeira vez que coloquei meus olhos na dischord foi há um ano atrás, poucas pessoas sabiam o que eu tinha recém passado e o que significava para mim estar ali. foram poucas as vezes que eu senti meu coração batendo de novo pela primeira vez, me senti com 16 anos outra vez entrando para algo que faz meu corpo vibrar em alegria. eu carregava um peso muito intenso, uma dor que ardia e tirava minhas vontades... confesso que nos primeiros momentos eu não percebia o que acendia dentro do meu peito, demorou um tempo para eu entender o que acontecia comigo em silêncio.
é difícil para mim ter algum carinho por bandas logo de cara, tenho exigências pessoais que nem eu entendo na maior parte do tempo. posso dizer com a boca cheia sobre o quanto aquele dia salvou minha alma do afogamento, é engraçado perceber um ano depois que ter ido naquele rolê sem pretensão alguma pensando que não seria tão bom quanto as outras vezes que me levaram para sair na cidade, mudou a minha vida por completo.
ter conhecido quem eu conheci ali, saber que eu teria um lar... da noite em diante, comecei a formar meus pensamentos sobre o quanto eu queria ficar aqui e, depois de um ano, poder acompanhar de perto uma banda que foi um grande fator pela minha ressuscitação é um grande privilégio para mim em muitos aspectos. eu encaro esses momentos com muito mais carinho e amor do que as pessoas percebem, sinto que eu deveria falar sobre isso muito mais... é o que me salva todos os dias.
hoje posso tirar fotos da dischord e compartilhar elas paras as pessoas que gostam tanto do som quanto eu gosto, é uma das coisas que mais me deixa feliz; quase tudo tem me deixado feliz nos últimos dias e esse fato é um dos que mais influência no meu viver. sou grata. aquela noite, há um ano, eu me revoltei e me libertei de coisas que nem eu sabia que me prendiam.
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