quinta-feira, 26 de março de 2026

pedaços do passado?

 ​(estou escrevendo no celular, não por falta de opção ou pressão... mas a situação que estou pede urgência) me encarei tempo demais no espelho para perceber que tem cinco anos desde a última vez que coloquei uma roupa assim no corpo. 

eu tinha 17 a primeira vez que me vesti com mangas enormes e saias com babados, procurando imitar uma vampira ainda com os modos da vitorianiedade. talvez eu fosse boba demais e não soubesse o que eu estava fazendo, me enfiei em um buraco sem saída sem questionar primeiro se aquilo era o que eu realmente queria.

na verdade, acho que eu me conhecia bem demais para saber que viver isso era exatamente o que eu mais precisava. cresci nessas idas e vindas, conheci pessoas por todos os cantos... construí algo que não trocaria por nada e nem ninguém, mas precisei quebrar esses limites e cultivar um novo jardim, com novas memórias. 

o passado me intoxicou por tempo demais, permiti que as coisas fossem sufocantes e sem perceber deixei que muito de mim partisse. chegar perto dos 21 anos e saber que nada é como foi me deixa feliz. talvez um pouco feliz até demais.

não ter mais 17 anos e saber exatamente quem sou e o que eu quero é algo. realmente algo.

quinta-feira, 5 de março de 2026

sinto que alguém morreu e acho que foi eu.

 constantemente... quando fecho os olhos, não demora aparecer aquela sensação sufocante. alguém morreu, o peito aperta e não tem nada que me impeça de sentir o nó na garganta crescendo. posso emendar essa explicação com muitas outras sobre a forma como me sinto, mas não acho que seja propício falar sobre algo que dói e tudo me dói. não sei. não explico. nada elucida.

não há nada que não rasgue minha pele. eu ando sangrando (e não como uma forma de explicar como tenho passado os dias, talvez como se eu dissesse que tem algo de errado acontecendo, sem saber a causa, não acho que tenha origem, na verdade, apenas existe).

o sentimento de angústia tem um nome e quem sabe um sobrenome.

um pouco engraçado que eu tenha escrito isso depois de tanto tempo sem aparecer, também não preciso nem dizer as razões pelo meu sumiço (mas tento explicar com um acaso que me salvou, entrei na unesp de alguma forma... estou nela, isso me deixa feliz, até certo ponto) e os porquês de eu estar sorrindo numa frequência diferente do meu normal. isso é, até que a porta se feche.

essa postagem é meio edgy lord, sem querer me auto-ofender com isso. não sei onde mais colocar esses pesos, parece que eu mesma tenho me afogado em lágrimas. apenas por sentir assim, achar que é o certo. meu cérebro não funciona normalmente tem alguns dias. na verdade, desde que cheguei as coisas parecem confusas demais. sinto um pouco de saudade da minha casa, que não é mais minha. agora aqui é onde eu moro? estou perdida.

enfim, quanto ao sentimento de morte. acho que ele é meu. acho que quem morreu... foi eu. quer dizer, eu de fato morri, há dois anos. depois de um tempo nasceram flores no meu túmulo e eu pensei, de verdade, ter renascido, a dura verdade é que eu continuo ali; no escuro e sem onde respirar. por isso penso que morri, outra vez. tive uma falsa sensação de vida? onde exatamente vaga minha alma?

sentimentos vazios

​ ter dias em que as emoções não aparecem é complicado, parece que estou encarando o mundo com uma sensação estranha... quer dizer, é quase ...