ontém, dia 16, foi uma sexta muito louca. é engraçado que eu tenha ficado tão animada para ver uma banda de trash metal ao vivo logo quando esse é o meu gênero menos gostado, ainda assim eu queria tanto ver critical fear.
tem dois anos que acompanho eles, o vocal enfadonho me chamou atenção. depois de um tempo o conjunto inteiro virou uma paixão minha, eu nem sabia que poderia gostar da bateria de um trashzão, mas acabei gostando. quando soube que eles viriam para a minha cidade, como um evento único para nunca se perder, eu perdi a cabeça, fiquei desde o dia do anúncio até o show em si contando os dias, imaginando como seria viver aquilo... e mesmo com tantos problemas ao meu redor, eu não perdi esse ânimo.
do primeiro segundo que eu coloquei os pés naquele bar e vi a mesa da critical fear montada, foi um estouro no meu cérebro tão precisado. toda a angústia e medo que eu sentia dissipou, não me preocupei com mais nada por cinco horas de uma noite. não pensei duas vezes antes de comprar os cds, mal acreditei quando meu irmão me deu a camisa. não pude conter a felicidade.
levo comigo minha câmera para todos os lados, registro todas as bandas que presencio (costumo postar tudo em um instagram específico) e dessa vez não podia ser diferente. mesmo esquecendo de carregar a bateria antes de sair de casa eu consegui registrar todas as quatro que tocaram com um carinho que só eu entendo de onde vem essa paixão incandescente, guardei um pedaço especial da memória para poder deixar a critical fear eternizada.
gostaria de deixar um pequeno destaque nesse último paragráfo para o alexandre, baterista. não costumo prestar atenção no que está acontecendo ali, no fundo do palco, mas poucas vezes desviei meu olhar. sei pouco, quase nada, de técnicas, mas era tão limpo... tão fácil de entender o que estava acontecendo, carinhosamente e agressivamente tocado. me enlouquece (coletei, despretensiosamente, a baqueta com uma assinatura bem pedida, eu não poderia estar mais feliz).
quero tanto ver de novo, reviver esse dia.
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