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domingo, 19 de abril de 2026

revolte-se! liberte-se!

 a primeira vez que coloquei meus olhos na dischord foi há um ano atrás, poucas pessoas sabiam o que eu tinha recém passado e o que significava para mim estar ali. foram poucas as vezes que eu senti meu coração batendo de novo pela primeira vez, me senti com 16 anos outra vez entrando para algo que faz meu corpo vibrar em alegria. eu carregava um peso muito intenso, uma dor que ardia e tirava minhas vontades... confesso que nos primeiros momentos eu não percebia o que acendia dentro do meu peito, demorou um tempo para eu entender o que acontecia comigo em silêncio.

é difícil para mim ter algum carinho por bandas logo de cara, tenho exigências pessoais que nem eu entendo na maior parte do tempo. posso dizer com a boca cheia sobre o quanto aquele dia salvou minha alma do afogamento, é engraçado perceber um ano depois que ter ido naquele rolê sem pretensão alguma pensando que não seria tão bom quanto as outras vezes que me levaram para sair na cidade, mudou a minha vida por completo. 

ter conhecido quem eu conheci ali, saber que eu teria um lar... da noite em diante, comecei a formar meus pensamentos sobre o quanto eu queria ficar aqui e, depois de um ano, poder acompanhar de perto uma banda que foi um grande fator pela minha ressuscitação é um grande privilégio para mim em muitos aspectos. eu encaro esses momentos com muito mais carinho e amor do que as pessoas percebem, sinto que eu deveria falar sobre isso muito mais... é o que me salva todos os dias.

hoje posso tirar fotos da dischord e compartilhar elas paras as pessoas que gostam tanto do som quanto eu gosto, é uma das coisas que mais me deixa feliz; quase tudo tem me deixado feliz nos últimos dias e esse fato é um dos que mais influência no meu viver. sou grata. aquela noite, há um ano, eu me revoltei e me libertei de coisas que nem eu sabia que me prendiam.



quinta-feira, 26 de março de 2026

pedaços do passado?

 ​(estou escrevendo no celular, não por falta de opção ou pressão... mas a situação que estou pede urgência) me encarei tempo demais no espelho para perceber que tem cinco anos desde a última vez que coloquei uma roupa assim no corpo. 

eu tinha 17 a primeira vez que me vesti com mangas enormes e saias com babados, procurando imitar uma vampira ainda com os modos da vitorianiedade. talvez eu fosse boba demais e não soubesse o que eu estava fazendo, me enfiei em um buraco sem saída sem questionar primeiro se aquilo era o que eu realmente queria.

na verdade, acho que eu me conhecia bem demais para saber que viver isso era exatamente o que eu mais precisava. cresci nessas idas e vindas, conheci pessoas por todos os cantos... construí algo que não trocaria por nada e nem ninguém, mas precisei quebrar esses limites e cultivar um novo jardim, com novas memórias. 

o passado me intoxicou por tempo demais, permiti que as coisas fossem sufocantes e sem perceber deixei que muito de mim partisse. chegar perto dos 21 anos e saber que nada é como foi me deixa feliz. talvez um pouco feliz até demais.

não ter mais 17 anos e saber exatamente quem sou e o que eu quero é algo. realmente algo.

sábado, 17 de janeiro de 2026

critical fear em campo grande!

 ontém, dia 16, foi uma sexta muito louca. é engraçado que eu tenha ficado tão animada para ver uma banda de trash metal ao vivo logo quando esse é o meu gênero menos gostado, ainda assim eu queria tanto ver critical fear.

tem dois anos que acompanho eles, o vocal enfadonho me chamou atenção. depois de um tempo o conjunto inteiro virou uma paixão minha, eu nem sabia que poderia gostar da bateria de um trashzão, mas acabei gostando. quando soube que eles viriam para a minha cidade, como um evento único para nunca se perder, eu perdi a cabeça, fiquei desde o dia do anúncio até o show em si contando os dias, imaginando como seria viver aquilo... e mesmo com tantos problemas ao meu redor, eu não perdi esse ânimo.

do primeiro segundo que eu coloquei os pés naquele bar e vi a mesa da critical fear montada, foi um estouro no meu cérebro tão precisado. toda a angústia e medo que eu sentia dissipou, não me preocupei com mais nada por cinco horas de uma noite. não pensei duas vezes antes de comprar os cds, mal acreditei quando meu irmão me deu a camisa. não pude conter a felicidade.

levo comigo minha câmera para todos os lados, registro todas as bandas que presencio (costumo postar tudo em um instagram específico) e dessa vez não podia ser diferente. mesmo esquecendo de carregar a bateria antes de sair de casa eu consegui registrar todas as quatro que tocaram com um carinho que só eu entendo de onde vem essa paixão incandescente, guardei um pedaço especial da memória para poder deixar a critical fear eternizada.

 
(esse é meu primeiro post com foto). eu me apaixonei ainda mais, só de sentir a vibração no meu peito, a bateria martelou meu cérebro com tanta intensidade que, acho eu, alguns neurônios acabaram ficando por ali mesmo. não sei como descrever, nem o que escrever, na verdade, é tão lindo. o vocal, as guitarras... poucos elogios conseguem suprir meus reais sentimentos naquela noite. meu coração palpitava, o cérebro dava nós o tempo inteiro, meu corpo inteiro se coçava com a necessidade mais intensa de me colocar no meio de um mosh com tudo o que havia em mim. 

gostaria de deixar um pequeno destaque nesse último paragráfo para o alexandre, baterista. não costumo prestar atenção no que está acontecendo ali, no fundo do palco, mas poucas vezes desviei meu olhar. sei pouco, quase nada, de técnicas, mas era tão limpo... tão fácil de entender o que estava acontecendo, carinhosamente e agressivamente tocado. me enlouquece (coletei, despretensiosamente, a baqueta com uma assinatura bem pedida, eu não poderia estar mais feliz).  

quero tanto ver de novo, reviver esse dia. 
 

sentimentos vazios

​ ter dias em que as emoções não aparecem é complicado, parece que estou encarando o mundo com uma sensação estranha... quer dizer, é quase ...