constantemente... quando fecho os olhos, não demora aparecer aquela sensação sufocante. alguém morreu, o peito aperta e não tem nada que me impeça de sentir o nó na garganta crescendo. posso emendar essa explicação com muitas outras sobre a forma como me sinto, mas não acho que seja propício falar sobre algo que dói e tudo me dói. não sei. não explico. nada elucida.
não há nada que não rasgue minha pele. eu ando sangrando (e não como uma forma de explicar como tenho passado os dias, talvez como se eu dissesse que tem algo de errado acontecendo, sem saber a causa, não acho que tenha origem, na verdade, apenas existe).
o sentimento de angústia tem um nome e quem sabe um sobrenome.
um pouco engraçado que eu tenha escrito isso depois de tanto tempo sem aparecer, também não preciso nem dizer as razões pelo meu sumiço (mas tento explicar com um acaso que me salvou, entrei na unesp de alguma forma... estou nela, isso me deixa feliz, até certo ponto) e os porquês de eu estar sorrindo numa frequência diferente do meu normal. isso é, até que a porta se feche.
essa postagem é meio edgy lord, sem querer me auto-ofender com isso. não sei onde mais colocar esses pesos, parece que eu mesma tenho me afogado em lágrimas. apenas por sentir assim, achar que é o certo. meu cérebro não funciona normalmente tem alguns dias. na verdade, desde que cheguei as coisas parecem confusas demais. sinto um pouco de saudade da minha casa, que não é mais minha. agora aqui é onde eu moro? estou perdida.
enfim, quanto ao sentimento de morte. acho que ele é meu. acho que quem morreu... foi eu. quer dizer, eu de fato morri, há dois anos. depois de um tempo nasceram flores no meu túmulo e eu pensei, de verdade, ter renascido, a dura verdade é que eu continuo ali; no escuro e sem onde respirar. por isso penso que morri, outra vez. tive uma falsa sensação de vida? onde exatamente vaga minha alma?
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