com os novos pensamentos eu tive de encarar mais do que o meu reflexo no espelho. sinto que posto muito frequentemente sobre as coisas que se passam na minha cabeça e, na maioria das vezes, elas são as mesmas. é como se eu estivesse correndo em um labirinto de sentimentos dando de cara com as enormes paredes toda curva que eu faço. é um pouco estranho, porque me conheço bem o suficiente para entender exatamente como eu mesma funciono e onde estão as coisas que eu gosto.
até o ponto em que eu tenho pensado nas coisas de novo e por encontrar paredes dentro do meu cérebro que eu percebo que não tenho a cabeça tão oca assim e agora preciso lidar com esses obstáculos que eu ainda não conhecia dentro de mim. talvez pelo fato de que eu finalmente possa respirar um pouco, então eu consigo ouvir o que acontece dentro de mim um pouco, pode ser que tenha chegado a hora de parar de dizer que não tenho nada de pensamento...
por perceber (e efetivamente diminuir) o quanto o uso das redes sociais com rolagem infinita e vídeos automáticos que fizeram um pouco meu corpo se revirar, comecei a compreender de onde veio tantas ansiedades que eu carregava sem nem perceber. se eu realmente quero viver de uma forma mais analógica eu preciso começar a fazer as coisas como elas realmente são, sem me privar completamente do que temos em mão nos dias de hoje.
eu gostaria de poder ter um celular bobo apenas para responder mensagens e ligações, tenho o costume de me apegar em coisas materiais na intenção de abafar esses mesmos pensamentos que estou lutando agora para recuperar eles. não posso mais esconder o que tem dentro de mim, por mais que esse silêncio ainda seja eu tem partes barulhentas que fazem tanto sentido quando o nada que se passa por mim. por tantos anos eu fui silenciosa, discreta e ás vezes até um pouco muda.
gosto de poder gritar. gosto de poder falar, opinar. gosto de apontar o dedo e dizer que não gosto de algo.
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