consigo ver o reflexo dos relâmpagos acendendo no retrato que eu tenho em cima da cômoda, o azul é reluzente, brilha nos meus olhos sem eu perceber; posso citar tantas coisas que aparecem para mim de soslaio e não consigo registrar. elas ficam na mente, tatuadas pela eternidade e reaparecem quando mais preciso desse gás dentro de mim.
quando estou na faculdade, não posso evitar de olhar pela janela e ficar observando aqueles pequenos pássaros passeando livremente nas gramas verdinhas (o que me faz lembrar um pouco da ufms, acho que em momento algum eu vi as árvores respirando naquele campus estranho), todos os dias eu encontro algum inseto sem querer, eles passam despercebidos e o pequeno vulto marrom aparece nos meus olhos para desviar minha atenção daqueles verbos intensos.
os raios de sol contra a parede, ressaltando meus livros meio escondidos. quando é de manhã cedo e aquelas brilhosas danças acontecem pelo chão e parede (gosto tanto quando o sol e a janela se unem para fazer esse tipo-reflexo encantador). a carta que eu fiz para ele ainda aberta em cima da mesa, o café que ele gosta tendo menos cápsulas que os outros...
não consigo deixar de reparar.
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