de canto, sempre vejo. um vulto, uma forma. não sei de onde essas coisas aparecem; as vezes, de frente, as corem parecem mais intensas e diferentes, coisas que eu não reparava antes. eu costumava ver tudo meio acizentado, agora é tão caloroso.
consigo ver as borboletas, as cores das flores e os passarinhos voando no céu pela janela da sala numa tarde enquanto assisto alice no país das maravilhas, no fim do dia o céu é laranja quente... e a luz entra no meu quarto deixando tudo alaranjado, é estranho. agora sei quando as horas estão passando porque no canto dos meus olhos as coisas acontecem.
não sei, talvez tenha sido quando troquei os óculos, ou depois de fazer meus vinte anos, que eu estou vendo pela primeira vez tantas coisas. parece que nasci de novo e estou encarando o mundo sem memória alguma do que ele foi algum dia.
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